sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Será que virou hábito?


Querer parecia poder

Lembro que no começo desta minha luta contra a balança um dos meus objetivos era tornar a atividade física um hábito. Nos últimos dois meses acho que senti na pele o que é hábito. Temos acesso a muitas informações e buscamos que estas informações se torne nossa realidade, mas não é bem assim, nessa brincadeira tem a frustração, talvez por querer que o hábito aconteça com a mesma rapidez que a informação é consumida e também a questão individual, sempre esquecemos que cada um está em um estágio, "temos o nosso próprio tempo"diria Renato Russo, é difícil entender ainda mais nos dias de hoje onde vivemos o imediatismo da rede social. O mais importante é tentar entender o que nos faz persistir, o que temos de positivo e o que estamos sentindo de positivo nas mudanças, seja ela longa ou rápida, se mudou ou melhorou é porque tinha algo certo sendo feito, algo certo feito por você e para você.

Entendimento

Já fiz várias tentativas, tive objetivos insanos, não tive objetivo algum, apenas sentei e esperei e também abandonei tudo e deixei o erro se tornar vida.
Quando cheguei ao ponto de entendimento que o meu caminho era longo e as informações que busquei e buscarei não é e nunca será a varinha de condão desejada nos contos de fadas, que posso agregar ou não a minha luta, sendo sim mais importante a percepção do meu corpo com suas mudanças e melhoras do que alcançar algo no tempo estipulado em rede sociais ou em qualquer outro lugar.
Demorei para entender que não tenho prazo para emagrecer ou transformar a minha vida em um exemplo a ser seguido só porque eu li em algum lugar uma história assim ou querer ser igual a outra pessoa que já escreveu sua história de sucesso e serve de inspiração mostrando que é possível e apenas isto. Eu tenho necessidade e preciso de melhor qualidade de vida e este é meu ponto de partida e também o meu objetivo final. Ainda bem que pude ter experiências negativas e positivas para chegar neste ponto de entendimento e também sabendo que daqui a pouco ele mudará e ou melhorará.

Hábito igual a saudade?

Quando digo melhor qualidade de vida é em todos os aspectos, foi então que eu descobri que o hábito é como o sentimento saudade, ou seja, você sentiu falta de algo que estava presente em sua vida e faz por onde para afagar esta falta. Foi isto que senti ao pensar que teria um fim de semana sem corrida, ou seja, sem atividade física e já pensando em que iria fazer para substituir o evento fiquei feliz ao ser lembrado pelo meu irmão que tinha uma corrida de 10k para fazer no domingo. Acho que isto sim, enfim, é o tal hábito que eu buscava.
Em pensar os momentos que me sentia frustrado em não conseguir fazer atividades físicas e hoje é fato comum eu pegar sorrindo em meio à corrida por estar rápido, por ver o quilômetros chegando sem eu implorar pelo fim, por perceber que o sofrimento está diminuindo com o passar dos eventos e em saber que estou longe do fim mas a que a travessia está sendo prazerosa.



segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Sumi!!!!

Bom dia pessoal!!!
Sumi mesmo né?
Mas queria dizer para vocês que ainda estou procurando ritmo.
Parece que a corrida está virando rotina em minha vida, isto um pouco graças ao meu irmão, que virou um corredor voraz e me levou junto. Lembrando que eu participo da corrida e não me preocupo se consigo ou não correr, quero chegar e aos poucos vou superando meus próprios desafios. Tenho saído para caminhar com mais frequência e sentindo que o preparo físico está melhorando a cada dia e este é meu objetivo maior.
No mês passado participei de quatro corridas, isto mesmo, quatro corridas em um mês. No começo eu xinguei meu irmão, pois ele arrumou todas essas corridas e me levou junto, no fim da última corrida eu agradeci muito por ele dar este empurrão e me mostrar que eu era capaz. Felicidade foi o que senti e querer mais é o sentimento que ficou.
Não prometo muita frequência por aqui, mas vou tentar pelo menos uma visita mensal neste espaço e atualizando meus passos.
Será que tem alguém lendo isto? Mesmo que não tenha saibam que seguirei por aqui.
Abraços

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Voltando ao tecnonutri

Esses tempos de volta aos cuidados com a minha saúde fiquei feliz em comprovar que, quando se volta nunca será ao ponto inicial, voltamos sim, mas voltamos diferente do início, voltamos com experiências, voltamos com erros e acertos.
Nessa minha volta o meu peso não se alterou muito, ficou oscilando entre 148 e 144 quilos, resultado de uma certa falta de atenção com a alimentação, momentos de ansiedade onde eu percebia querer comer a ansiedade e não resolver os fatos que a motivava.
Bem, então vamos lá, se o gosto ansiedade não estava bom, vamos trocar de alimento.
No começo dessa busca o aplicativo que me ajudou muito foi o tecnonutri, servia para controlar minha alimentação e obtive bons resultados com ele auxiliando e até me dando puxões de orelha. Retomo a utilização e com o tempo vou ver o que mudou nele, sei que a Nina Bueno utiliza ele sempre e vi que tem muita coisa nova, incluindo atividade física que não tinha no tempo que eu o utilizava.
Então vamos lá, controlar e ver no que dá.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Você corre na corrida?

A experiência de participar de uma corrida de rua é tão complexa e individual que não dá para descrever o bem que faz. Muitos estão lá para correr e somente correr, mas tem muitos outros que estão lá em busca de uma gama enorme de sensações, experiências e razões.
Nesta minha caminhada eu entendi que quero chegar a um objetivo, mas não chegarei lá sem respeitar o meu ritmo, entender os meus passos e ter calma nas minhas escolhas. Vou errar, isto é inevitável, só tenho que ter consciência que irei corrigir e quando eu acertar ter a possibilidade de repetir os acertos sempre que possível. O que mais tenho percebido é que não posso abrir mão de uma experiência só pelo motivo que não vou estar no nível dos outros, eu vou estar no meu nível e melhorando cada vez mais.
Quando participei da minha primeira corrida criei um monte de obstáculos para não ir, mas fui e fui no meu ritmo, caminhei a maior parte da prova e não era o único. Nesta segunda prova meu irmão disse para eu me inscrever na prova de 10k, já foi motivo para eu criar um monte de histórias e ficar com medo, mesmo no dia da prova ainda estava inseguro, e criando várias maneiras de me sabotar. Quando estava no meio da prova só havia um sentimento, o de prazer, isso mesmo, o prazer de sentir o corpo bem, mesmo com os muitos quilos para perder, o prazer de saber que cada passo dado é a vitória de quem enfrentou todos os medos, colocou um tênis e foi caminhar. Eu tenho sempre que me lembrar destes momentos, os cenários que criei na minha cabeça, ficou na minha cabeça. A realidade é sempre mais simples.
Um dos sentimentos que mais gostei foi ver que mantendo o meu ritmo de caminhada eu acompanhava pessoas que hora corria, hora caminhava e que também estava bem fisicamente pelos mais de 145 quilos que carrego comigo. Dei um impulso tão grande para minha caminhada que a única coisa que eu fiz foi a pergunta: "Por que criei tantas barreiras se é tão bom?"
Bem, esta resposta eu vou demorar um tempo maior para responder, mas por enquanto fica a certeza que tenho muito que me permitir nesta caminhada. E ai! Vem comigo?


domingo, 1 de maio de 2016

Hoje foi dia de corrida!!!

O dia começou cedo, 6:30 da manhã a buzina já nos chamava para ir rumo ao Parque do Carmo na zona leste da cidade de São Paulo, sim era dia de "corrida". Pela segunda vez eu iria participar desta experiência, mas agora com a minha tia que já corre a bastante tempo, mas nunca tinha participado de uma prova de corrida de rua e também o meu irmão, que vocês já conhecem, alias ele foi o grande incentivador para formar esse pequeno grupo e quem sabe futuramente até aumentar o número de pessoas.
Chegamos ao parque cedo e podemos admirar um espetáculo da natureza, pois estava frio, muito frio, mas sabe aquele frio de bater queixo? Sobre o lago do parque movimentava-se uma névoa dando um ar místico ao dia, mesmo sendo apenas uma reação da baixa temperatura o espetáculo proporcionado parecia estar em um desses países de inverno severo, uma coisa linda e que valeu momentos de contemplação.
A corrida era de 10k, pena que eu me atrapalhei e não vi a curva para continuar o percurso e acabei seguindo o caminho do pessoal que fez 5K, na hora perguntei para alguns dos organizadores mas não obtive respostas corretas e acabei preferindo terminar ali mesmo. Só fiquei triste por estar me sentindo bem e querer continuar, mas a tristeza durou pouco, pois me senti realizado. Enquanto eu esperava meu irmão e minha tia fiquei lembrando quando fiz 5K lá no começo da minha caminhada e quanta dor eu sentia durante o percurso e hoje fiquei chateado por não ter continuado e estar super bem querendo muito mais. Então "bora" evoluir ainda mais, pois a caminhada está apenas começando.
Uma das coisas que me faz gostar de participar destes eventos de corrida de rua, é ver como rola um espírito solidário entre a maioria dos participantes, ali todos estão atrás de objetivos particulares, ganhar a corrida, baixar o tempo, melhorar a saúde, melhorar a qualidade de vida, emagrecer e muitos outros, mas ao ver como a solidariedade transpira naquele momento junto com suor pelo esforço físico, me faz ter a certeza de querer mais um pouco dessa experiência. Nesta corrida duas ações vale ser transcrita aqui.
A primeira foi quando eu caminhava e uma participante da corrida me ofereceu água para lavar o rosto, pois suava bastante, eu agradeci e disse que minha toalha estava úmida, ela seguiu e ainda disse força meu amigo, força. Pode parecer bobo, mas nos dias de hoje um olhar de cuidado para um estranho é algo de se admirar e eu não vou e nem quero deixar de ficar feliz por ser percebido, mesmo que seja um ato singelo como esse, precisamos disso sempre em nossas vidas.
A segunda ação não aconteceu comigo, minha tia caiu em uma parte acidentada da prova, ralou o joelho e me disse que foi uma queda feia, mas não grave, perguntei se alguém parou para ajudar e ela disse que todo mundo que estava próximo parou para ajudar e se preocupou com ela. Ela continuo a corrida e chegou ao final de mãos dadas com meu irmão, se este fato a incentivou ainda mais para terminar os 10K eu não sei, mas que deve ter sido plantado uma semente do "querer mais" desta experiência, isto eu tenho quase certeza.
Bem vou terminando aqui a primeira parte do meu relato sobre esta corrida, em breve escreverei a segunda parte, com algumas coisas mais subjetivas sobre esta minha segunda experiência nas corridas de rua.
Obrigado pelo carinho de todos e vamos em frente sempre, mesmo que as vezes temos que caminhar de lado, mais devagar ou até mesmo recuar alguns passos para recuperar o fôlego e a fé em nossas ações. Obrigado a todos que por aqui e pela vida me ofereceu um pouco de água para recuperar as energias.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Viagem agora será sempre uma nova caminhada.

No começo do ano fui para casa de parentes no Rio de Janeiro e depois em Minas Gerais, o bacana é que todo lugar que vou posso e farei caminhadas, com isso conhecerei a região fazendo atividade física e poderei, quem sabe, registrar e mostrar por aqui.

Nesta viagem, primeiro fui conhecer o paraíso do meu tio Mauro,  ele tem uma casa em Mangaratiba, lugar bonito daqueles que nem dá vontade de ir embora. Lá eu aproveite para fazer uma caminhada de 10k, pois a casa dele fica a 5km da entrada da cidade, caminhei sobre um rua que beira o mar o tempo todo e um pessoal simpático onde o padeiro deixa a sacola de pão no portão sem preocupação de alguém levar embora, lugar este onde o bom dia é garantido e nunca ignorado, aquele lugarzinho raro onde a vida passa em um ritmo bem diferente e agradável.

A segunda parte da viagem foi a visita a casa da minha tia Vanda em Belo Horizonte, dias bons de se lembrar, boa companhia, boas conversas e a oportunidade de visitar o parque que eu ia como meu avô paterno quando era criança. Foi ótimo rever coisas que estavam lá da mesma forma, lembrar dos passeios com meu avô, do banco que eu sentava e ficava esperando ele terminar a corrida matinal, o lago dos barquinhos, os burricos para turista andar, o parquinho de diversão, o moço da fotografia. Posso dizer que foi um passeio psicológico e compensador.
Nestes dois passeios eu gravei algumas cenas e esses dias quis editar e eternizar essas tão gratas lembranças, compartilho com vocês estes meus momentos, espero que gostem.


segunda-feira, 18 de abril de 2016

Caminhando eu vi...

Dona Florinda
Caminhando eu vi a briga de dois beija-flores, com voos rasantes e manobras espetaculares, presencie alguns segundos do show da natureza, onde os dois beija-flores chegaram até o chão tentando um agredir o outro emitindo sons raivosos, descrever aqueles piruetas é algo impossível, mas foi segundos que parecem ser horas, pois o cérebro foca só naquela cena e tudo se desliga em volta para que tudo seja captado e a magia do momento fique fixa na memória por um bom tempo.
Esta cena trouxe à tona uma lembrança onde consegui registrar o ninho de uma beija-flor e o visitava constantemente, sempre respeitando a distância que um observador da natureza deve manter, até acho que ela se acostumou com a minha presença, o nome que dei a ela foi "Dona Florinda" principalmente pela forma que ela defendia seu ninho, não tinha tamanho de pássaro nem tipo de bicho que ela não botasse para correr, pássaro ou calango passou perto do ninho ela atacava e com a mesma voracidade da briga que presencie em minha caminhada. Momentos que sempre agradeço por ter em meu livro mental.